Como está hoje a situação da Rodoviária?

O Terminal Rodoviário de Natal passa há cerca de dois anos por uma grande reforma estrutural. As obras de melhorias se arrastam a passos lentos. A administração do Terminal Rodoviário diz que a morosidade deve-se a fatores como  a burocracia que foi a retirada dos quiosques, remoção de comerciantes, bem como a incerteza do poder público quanto a alguns investimentos também prejudica o planejamento da empresa responsável pela administração do terminal. A promessa de mudanças na avenida Mor Gouveia, em virtude da Copa de 2014, é um exemplo. Uma das modificações previstas pela Socicam – empresa que administra o Terminal desde 2008 – é a mudança da frente da rodoviária. A administração aguarda as obras de mobilidade para definir o que será feito com a área externa do prédio.

As obras de melhoria do Terminal tiveram início em 19 de fevereiro de 2010, dois anos e meio depois de a empresa Socicam assumir a concessão da Rodoviária de Natal, localizada na Cidade da Esperança. A previsão da empresa era que em, no máximo 24 meses, a população ganharia novos e acolhedores terminais rodoviários. De lá para cá três prazos já foram dados (abril de 2011; agosto de 2011 e fevereiro 2012), mas não foram cumpridos. Hoje a Socicam prefere não trabalhar com prazos porque algumas melhorias dependem do Poder Público.


O valor de contrato da obra era de R$ 2,6 milhões. Hoje os gastos com a reforma estão em torno dos R$ 4 milhões. O investimento é todo da Socicam, que tem um contrato para administrar o Terminal por 30 anos. Apesar das intervenções não terem sido concluídas, a realidade da “Rodoviária Nova” é diferente da qual o natalense estava acostumado até poucos anos: suja e insegura. Confira!

Nova Área de Guichês: Os usuários da rodoviária ganharam um novo espaço para a compra de passagens. As 16 empresas de ônibus foram colocadas em um mesmo local, o que facilita a vida da população. A situação é bem diferente da de anos atrás quando as pessoas ficavam mal acomodadas na hora de comprar as passagens. Neste espaço, também funciona um guichê da Vara da Infância e Juventude onde os pais e responsáveis podem solicitar a autorização para viagens de crianças e adolescentes.

Local onde funcionavam os guichês: No piso superior do Terminal Rodoviário, o local onde funcionavam os guichês das empresas de ônibus está um canteiro de obras. Parte do piso está solta, há material de construção. Segundo a administração da rodoviária, neste ponto deverá funcionar uma Central do Cidadão. Aguarda-se definições burocráticas do Governo do Estado para que seja retomada a obra e instalado o equipamento público. Não há previsão para isso.

Local vizinho ao posto policial: Este é outro ponto que está por fazer. Ele fica logo na entrada do terminal Rodoviário, vizinho ao posto policial. A empresa definiu que três lojas vão ocupar o espaço.  Será uma rede de farmácia, uma empresa de telefonia celular e a agência dos Correios passará para este local. A obra deverá ser retomada nos próximos dias. Ao todo, a rodoviária terá 33 lojas incluindo as de alimentação.

‘Esteira’ de bagagens: Não há um sistema de segurança que inspecione as bagagens dos passageiros. Um portão faz as vezes de esteira por onde passam as bagagens. Não há detector de metais ou aparelho de raio-x. A pessoa que fica no embarque do terminal recolhe apenas os bilhetes dos passageiros, as bolsas, malas e sacolas não são inspecionadas,  dessa forma fica fácil transportar qualquer tipo de material, inclusive armas e drogas.

Praça de alimentação: A praça de alimentação passou por uma melhoria significativa. Os passageiros dispõem de um bom ambiente para lanchar ou fazer compras enquanto aguardam a viagem. Franquias de grandes fast foods se instalaram no local. Para alguns, os valores cobrados são caros, mas outros passageiros acham que é o preço que se paga pelo conforto e comodidade.

Local para informação sobre horário dos ônibus: Apesar das mudanças, este é um ponto que deixa a desejar. O terminal não disponibiliza um sistema de acompanhamento das chegadas e saídas dos ônibus. As informações são passadas por um sistema de alto-falantes que não abrange todo o terminal. Nem chega ao salão de embarque e desembarque, fica mais restrito a área da praça de alimentação.  A administradora diz que até o carnaval pretende está com o sistema todo instalado.

Salão de embarque e desembarque: Ainda não passou por nenhuma melhoria. Os passageiros se acomodam em bancos de concretos, muito deles quebrados, com estrutura de ferro aparecendo. Em virtude da reforma, é constante o vai e vem de homens que trabalham no local. Além disso, foram colocados tapumes para isolar uma outra área em obras que diminuiu bastante a área do salão de embarque e desembarque. Em dias de muito movimento é difícil trafegar pelo local com as bagagens.

Área de embarque: Muitos passageiros, com medo de perder as viagens, preferem esperar o ônibus na área de embarque. O local não oferece nenhum conforto, alguns aguardam os ônibus em pé ou sentados no chão porque não há bancos ou cadeiras para acomodá-los.

Fonte: Tribuna do Norte

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Administração UNIBUS RN

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