PM contesta números apresentados no protesto dos rodoviários

Mais uma vez o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro-RN) despertou a revolta dos usuários do sistema ao promover uma paralisação no setor e interromper o trânsito da Cidade Alta. O protesto realizado na manhã da última quinta-feira foi motivado, segundo os representantes da categoria, pelos constantes assaltos ocorridos nas rotas de Natal e da Região Metropolitana, informação contestada pela Polícia Militar.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro-RN), Nastagnan Batista, estava presente na manifestação. Ele justificou a ação como sendo a única forma encontrada para chamar a atenção e passou um dado alarmante. Segundo Batista, só em 2013 já foram 78 assaltos a ônibus em Natal e cidades vizinhas. As áreas mais perigosas, segundo informações do sindicato, são os bairros de Mãe Luiza, Santos Reis, e a Avenida Bernardo Vieira, nas proximidades das Quintas.
Mas, o comandante geral da Polícia Militar no Rio Grande do Norte, coronel Francisco Canindé de Araújo, não confirma os números informados pelo Sintro-RN. “Tenho minhas dúvidas se essa paralisação teve a ver com a violência. Primeiro porque não fomos informados de sua ocorrência e segundo porque os índices de violência nos ônibus não estão tão alarmantes. Não sei se querem chamar a atenção para outra coisa, melhoria de trabalho, salários… Não sei”, comentou Araújo.
O comandante contesta ainda a crítica dos sindicalistas à ineficiência do “botão do pânico”, equipamento que serve para o motorista chamar a polícia, por meio de um dispositivo escondido, no momento de um assalto. Segundo ele, a ferramenta implantada em cerca de 300 ônibus da frota de 800 da capital e cidades vizinhas contribuiu para reduzir as ações criminosas. “O botão vem funcionando porque o infrator vê que tem o equipamento e procura os ônibus que não tem”, disse.
Segundo ele, todos os dias são feitas barreiras em diversos pontos da cidade, oportunidade em que revistas são realizadas nos passageiros. O coronel conta que não dá para evitar todos os assaltos diante de uma frota de transporte coletivo, que realiza cerca de 100 mil viagens por mês.
Foto: Ney Douglas (Novo Jornal)
Fonte: Novo Jornal

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