Baldo: Obras começam em maio e interdição do viaduto vai até fim do ano

O edital de licitação para as obras de reparo no viaduto do Baldo será publicado no próximo dia 15. Se não ocorrerem atrasos durante o processo licitatório, a obra deverá ser iniciada em maio. De acordo com a secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), além das obras no viaduto, serão realizadas melhorias no canal do  Baldo. A modalidade da licitação será concorrência e o valor do projeto é de R$ 1,8 milhão.
O viaduto está interditado desde o dia 4 de outubro do ano passado e deve permanecer nessa condição até o final do ano. O Município obedeceu uma decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Ibanez Monteiro da Silva. O magistrado atendeu, em parte, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) feito em virtude da falta de manutenção na estrutura que apresenta várias deteriorações. Foi dado um prazo de 60 dias para que o Município promovesse as medidas necessárias à elaboração de um estudo técnico atualizado do nível de comprometimento da estrutura.
A deterioração da estrutura foi denunciada no ano de 2010, quando a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, por meio da promotora Rossana Mary Sudário, que ajuizou Ação Civil Pública contra o Município de Natal devido à suposta falta de manutenção da estrutura do viaduto, instaurou Inquérito Civil Público. De acordo com a denúncia, um estacionamento da Cosern próximo ao viaduto já havia sido interditado devido aos pedaços de concreto que se soltavam da estrutura. À época, o Município fez inspeção no local e constatou as irregularidades e o comprometimento estrutural dos primeiros vãos ao lado da avenida Prudente de Morais, que apresentavam duas graves patologias estruturais.
De acordo com o titular da Semopi, Rogério Mariz, o edital de licitação será lançado no dia 15 deste mês. O secretário não detalhou quais as intervenções  serão efetuadas, mas informou que, além do viaduto, o canal  do Baldo também passará por reformas. ““Vão ocorrer obras nas duas estruturas: viaduto e canal. O prazo para início das obras depende de como a licitação vai prosseguir””, explicou. Os recursos para as obras são do próprio Município.
Enquanto as obras não são iniciadas, o local serve de abrigo para moradores de rua. Tanto em cima como embaixo do viaduto, pedintes e catadores de lixo improvisam barracas onde passam o dia e a noite. A catadora de lixo, Jéssica da Silva, 43 anos, armou uma espécie de barraca no canteiro central do viaduto há mais de cinco meses. Ao ser informada que as obras no local seriam iniciadas, demonstrou felicidade. “”Espero que comece mesmo para que tirem a gente daqui””, disse. A mulher espera que a Prefeitura arrume uma casa para ela.
Falta de sinalização complica tráfego nas vias alternativas: Sem o acesso pelo viaduto, as vias que são as alternativas para os condutores ficam congestionadas. Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização e Trânsito da secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Carlos Eugênio, à época da interdição, nenhuma medida foi adotada pela pasta para a adequação no trânsito. ““Não foram colocadas placas ou fiscais nas avenidas para orientar os motoristas””, disse.
Enquanto o trânsito não é liberado no viaduto, o fluxo se intensifica, principalmente, na avenida Rio Branco, principal acesso à Cidade Alta. Logo no início da via, após o Baldo, a rua Doutor Heitor Carrilho é uma opção para os condutores que querem seguir em direção à Ribeira. Trata-se de uma rua estreita, à esquerda da Rio Branco, onde, na esquina, fica uma agência do banco Santander, terminando em frente à Igreja do Galo.
Com a interdição do tráfego no viaduto, os motoristas têm utilizado esta rua como alternativa. No entanto, a largura não permite a entrada de mais de um automóvel por vez, o que congestiona o trânsito na faixa da esquerda da avenida Rio Branco.
Foto: Adriano Abreu (Tribuna do Norte)

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