PI: Licitação e GPS nos ônibus de Teresina saem em julho

O prefeito Firmino Filho (PSDB) confirmou que a Prefeitura de Teresina deve abrir em julho a licitação do sistema de transportes urbanos da capital. A concorrência, uma medida anunciada desde a gestão do ex-prefeito Sílvio Mendes (2005/2010), vai escolher as empresas e definir as regras de operação das linhas de ônibus da capital. Hoje, as empresas operam por contrato de concessão da Prefeitura.
O edital de licitação está em elaboração e o processo deve ser concluído ainda este ano, segundo o prefeito. Firmino anunciou ainda instalação de GPS em todos os ônibus do sistema de transporte urbano de Teresina. O superintendente da Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), Pang Yen Siao, disse que estão sendo licitados 575 aparelhos de GPS para os ônibus urbanos convencionais e alternativos. A licitação já foi aberta e os aparelhos serão instalados nos veículos até o final do ano.
A realização da licitação das empresas e a instalação dos GPS nos ônibus, segundo Firmino Filho, estão na base do movimento grevista que os motoristas e cobradores anunciam para a próxima segunda-feira. Segundo o prefeito, com as duas medidas, a Prefeitura vai impor um rigor nunca visto à fiscalização sobre o sistema de transporte público de passageiros da capital. “Não há a menor dúvida de que é uma greve organizada para provocar o reajuste da tarifa, mas não há a menor possibilidade de darmos o aumento. Reajuste, só depois da licitação”, afirmou ele ontem, ao meio dia, durante entrevista em seu gabinete.
O sistema de GPS, por exemplo, vai permitir à Prefeitura controle total sobre o funcionamento dos ônibus e sobre as empresas. Através dos GPS, a Prefeitura será informada dos horários e número de viagens feitas por cada veículo, o número de passageiros, os itinerários, dentre outras informações. Assim, será possível saber se as empresas seguem metas estabelecidas em contrato.
Hoje, segundo Firmino Filho, a Prefeitura não tem nenhum controle sobre a operação das empresas. “Nós não temos como saber, por exemplo, se as empresas estão cumprindo os horários e colocando em circulação a quantidade de ônibus prevista no contrato”, explica. Segundo ele, há denúncias constantes de atraso dos ônibus e de redução da quantidade de veículos em circulação, “principalmente nos horários de entre-pico”, quando a demanda de passageiros é menor.

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