Governo não cumpre prazo e prolongamento da Prudente não é entregue

Apesar de várias promessas do Governo do Estado, o prolongamento da avenida Omar O’Grady não será liberado para o trânsito essa semana. O diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), Demétrio Torres, informou que o atraso, dessa vez, ocorreu devido às chuvas que caíram na capital do Estado. A nova previsão é de que a obra fique pronta dentro de vinte dias. “Essa é a nossa estimativa atual. Sei que a população já está impaciente por causa do atraso, mas tivemos problemas com as chuvas”, explicou. Enquanto a nova estrada que vai ligar a Prudente de Morais à BR-101 não fica pronta, parte da via é utilizada por pedestres para a prática da caminhada. O trânsito de veículos – antes constante no local – foi reduzido com a colocação de manilhas em alguns pontos.
A última promessa do Governo do Estado apontava que a obra estaria pronta até o fim desse mês, ou seja, no máximo hoje. O que não aconteceu. “Estávamos utilizando um determinado material para construir uma camada da pista.  A água prejudicou o serviço e agora estamos usando outro material, a brita, para refazer essa camada. Acredito que em vinte dias, tudo estará pronto”, afirmou.
Em janeiro passado, a Tribuna do Norte percorreu os quatro quilômetros da obra e destacou como estava a situação em sete trechos. Na última quarta-feira (29), a reportagem da TN voltou ao local e observou que a obra pouco avançou. Em vários pontos, a situação é a mesma verificada no início do ano.
Memória: A obra da avenida Omar O’Grady se arrasta desde 2007. De lá para cá, várias paralisações frustaram os inúmeros prazos para a conclusão das obras. A expectativa do DER/RN é a de que a via desafogue o trânsito na BR-101 no trecho entre Natal e Parnamirim. A primeira licitação da obra foi de R$ 27 milhões, no entanto o valor não contemplava a construção de duas passagens de nível – sobre as avenidas Caiapós e Tamanduateí, em Cidade Satélite. Com a inserção desses dois equipamentos, somada às correções anuais do orçamento original, o custo passou para algo em torno de R$ 59 milhões.
Foto: Júnior Santos (Tribuna do Norte)

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