SE: Terminal Rodoviário Luiz Garcia, em Aracaju, será revitalizado

A notícia da revitalização do Terminal Rodoviário Luiz Garcia, localizado no Centro m Aracaju, em Sergipe, deixou alguns comerciantes do local com dúvidas sobre as mudanças que estão previstas. Na semana passada, Carlos Henrique Santana, diretor de transporte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), detalhou o andamento do processo. A verba para a execução do projeto, avaliada em R$ 6,5 milhões, já foi liberada através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto está sendo analisado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, logo que aprovado, vai ser encaminhado para licitação. “Se tudo transcorrer dentro da normalidade, as obras vão começar em março do próximo ano. Até lá nós vamos fazer várias reuniões para procurar soluções sobre os possíveis transtornos gerados durante a obra, como a transferência das linhas de ônibus e realocação dos comerciantes”, explica Carlos Henrique.
A reforma abrange toda a área da Praça João XXIII, onde o terminal construído em 1962 está situado. O local passou por reformas em 1988 e em 2004, mas já apresenta problemas estruturais como infiltrações. “Trabalho aqui há 25 anos e torço por melhorias o quanto antes. Também espero que entreguem os novos boxes aos antigos proprietários”, afirma o barbeiro Devailson Lima Silva.
Comerciantes apreensivos: O diretor de transporte da Sedurb disse que está buscando a melhor alternativa para quem tem loja no terminal e para quem comercializa no entorno dele. “O Ministério Público e órgãos do comércio estão nos ajudando a resolver essa e outras questões. Os trabalhadores deverão ser transferidos para outra área enquanto as obras estiverem em andamento”, explica.
“Tenho medo de reduzir as vendas porque eu não sei para onde vamos. Concordo com a reforma porque precisam organizar o fluxo de ônibus e pessoas, pois a movimentação aqui é muito intensa”, relata o comerciante Jaime Hugo Miranda.
Há 23 anos no terminal, a comerciante Josilene dos Santos está apreensiva quanto às mudanças que ocorrerão com a reforma. “É daqui que tiramos o sustento da nossa família. Espero que enquanto estiver em obras a gente seja transferido para algum lugar aqui no Centro e que depois de pronto aumentem o policiamento na área. Vemos muita coisa errada, mas não podemos denunciar com medo dos malandros. Com segurança, nós poderemos manter a lanchonete aberta durante 24 horas”, afirma a comerciante Josilene dos Santos.
Fonte e foto: Intelog

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