UNIBUS Entrevista: “Podem, e devem, ter mais mulheres na busologia”

Num ramo tão masculino, um toque feminino sempre faz a diferença e é bastante notado. Tal conceito vale para qualquer área em que o predomínio dos homens seja evidente. E, na busologia, o cenário é parecido.
Entretanto, há gente que quer que esse panorama mude. É o caso da jovem busóloga Bárbara Pontes, que participou do 9º Encontro de Busólogos da comunidade “Ônibus Coletivo de Natal”, ocorrido no último sábado em Natal, contando com a presença de cerca de 50 participantes vindos de 6 Estados.
Sua presença chamou a atenção dos participantes, por ser algo inédito na busologia potiguar (nunca uma mulher havia participado das reuniões dos busólogos potiguares). Por conta do seu pioneirismo, nesta terça-feira, dentro da série especial de reportagens que mostra o Encontrão de Fim de Ano, o UNIBUS RN, dentro do quadro “Unibus Entrevista”, traz uma matéria especial com a principal busóloga em atividade no Rio Grande do Norte.
Perfil: Bárbara Pontes tem 19 anos e nasceu em Natal. É estudante e, atualmente, mora no bairro Cidade das Flores, em São Gonçalo do Amarante.
Na sua jornada em busca dos ônibus, a busóloga é fã dos modelos rodoviários. É fã da Expresso Cabral e sonha em, um dia, poder trabalhar em uma empresa de ônibus – de preferência, na empresa em que admira.
Entrevista: Bárbara atendeu ao UNIBUS RN durante a primeira parte da programação do Encontrão de Fim de Ano, enquanto acontecia o City Tour oferecido, gentilmente, pela Millennium Tour, para que os visitantes de outros Estados pudessem conhecer a capital potiguar.
Bem solícita, ela respondeu a todas as perguntas formuladas, sempre de maneira gentil e com um largo sorriso no rosto.
Confira a entrevista com a busóloga potiguar Bárbara Pontes:
UNIBUS RN: Bárbara, como você conheceu a busologia?
Bárbara Pontes: Acho que, desde criança, sempre surgiu esse sentimento em mim, de gostar de ônibus, mas eu nunca soube que existia alguém que estudava o ônibus e o que é relacionado, como a busologia, já que o hobby não é tão divulgado. Mas, sempre gostei.
Foi por intermédio de alguém, seja parente, amigo, namorado, etc., que você conheceu esse hobby que é tão repleto de homens?
Foi graças a um amigo.
E por que você resolveu se interessar por ônibus? Foi por paixão ou por curiosidade?
Primeiro foi por curiosidade, mas acabou que o ônibus se tornou uma paixão pra mim.
O que você mais gosta de fazer no hobby?
Sobretudo, tirar fotos e poder andar nos ônibus para conhecer mais sobre eles. Principalmente, nos rodoviários.
Na sua visão feminina, como você avalia a busologia atualmente?
É um hobby que vem crescendo muito. E, com iniciativas como a dos encontros, você pode expandir seus conhecimentos. Você, por exemplo, conhece pessoas de fora que trazem sua cultura pra mostrar. Além disso, com o crescimento, a busologia vai ser mais divulgada ainda, para que os leigos vejam que esse não é um simples hobby. É paixão para alguns e trabalho para outros. Isso sem contar com o preconceito que é quebrado.
Como você vê o preconceito na busologia, já que infelizmente ainda é um ato recorrente ver alguém falando mal de quem gosta de ônibus?
Devia-se acabar com esse preconceito. É chato ver isso em diversas situações. Na minha casa, por exemplo, meus pais mesmo tem esse preconceito em me ver gostando de ônibus. Mas, se a pessoa aceitar aquele fato, já é um grande início para se acabar o preconceito.
Qual sua empresa de ônibus preferida? Por quê?
Tenho. É a Expresso Cabral. Porque desde criança eu gostei dessa empresa e sempre fui usuária da empresa, viajando nos ônibus da Cabral. É uma paixão desde a infância.
Você tem algum modelo de ônibus específico que gosta mais?
Não tenho preferência. Gosto de todos.
Pretende, um dia, trabalhar em alguma empresa de ônibus?
Pretendo. Como uma boa busóloga, quero ajudar nesse nosso ramo.
Você participou de seu primeiro encontro de busólogos. Certamente, sua presença causou espanto entre alguns dos presentes, uma vez que é incomum ver mulheres na busologia, que é um hobby estritamente masculino. Como você vê o crescimento das mulheres na busologia?
Acho que é bom. E penso que podem, e devem, ter mais mulheres na busologia. Penso que temos um toque todo especial para poder estudar o ônibus. O hobby ficaria mais jeitoso.
Quanto a iniciativa de se organizarem encontros, você acha que devem ter mais reuniões como essa? Deve ser mais difundida a iniciativa de se reunirem busólogos?
Com certeza. Até mesmo para acabar com o preconceito que existe contra o nosso hobby. Acho até que a imprensa deveria dar mais atenção aos encontros de busólogos.
Série de matérias: Esta foi apenas a segunda das 3 reportagens sobre o Encontrão de Fim de Ano que o UNIBUS apresenta para você, caro leitor. Durante a semana, traremos ainda a repercussão da imprensa sobre o maior encontro de busólogos da história do Rio Grande do Norte.
Aguarde nossas próximas reportagens no portal que deixa o transporte em evidência!
Agradecimentos: Renato Valdevino
Por Andreivny Ferreira
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