Ônibus lotado “desfilando” na Marquês do Sapucaí é critica ao transporte público no Rio de Janeiro

O transporte coletivo foi assunto na Marquês do Sapucaí. A escola União da Ilha levou um ônibus de verdade à passarela do Samba para retratar a vida e as dificuldades de quem mora na periferia.

Com uma crítica à qualidade do transporte no Rio de Janeiro e, de quebra, em todo o País, a agremiação se mostrou original ao enfeitar e adaptar o coletivo que estava lotado. Os assaltos aos ônibus também foram abordados.

O carro tinha a inscrição “Vai Trabalhar”.

A carroceria Neobus de geração antiga foi decorada com uma imitação de ferrugem em alusão às condições de conservação da frota na cidade.

O desfile ainda falou dos problemas de segurança pública, com um carro alegórico que tinha representação de um helicóptero de polícia. Os investimentos insuficientes em educação também foram apresentados pela escola.

O samba-enredo foi “Nas Encruzilhadas da Vida, Entre Becos, Ruas e Vielas, a Sorte está Lançada: Salve-se quem Puder!”

Originalidade foi destaque no desfile, mas escola deve perder pontos por problemas

Apesar da criatividade e da temática forte, a escola não está entre as cotadas para ganhar o Carnaval no Grupo Especial no Rio de Janeiro. A agremiação estourou em um minuto o tempo de desfile.

O ônibus, que era a segunda alegoria, perdeu o freio e quase atropelou membros da agremiação. Um acidente foi evitado porque os outros passistas se agarraram à traseira, segundo o site UOL.

Por norma do Carnaval, o ônibus teve de ser empurrado como qualquer outro carro alegórico.

Ônibus foi empurrado por integrantes como outros carros alegóricos.

O carro abre-alas teve de fazer manobras na dispersão e houve uma pequena colisão entre dois carros alegóricos. Não houve vítimas, mas a escultura de um deles chegou a ser danificada.

Samba-enredo

“Nas Encruzilhadas da Vida, Entre Becos, Ruas e Vielas, a Sorte Está Lançada: Salve-se quem Puder!”

Compositores Fran Sérgio, Cahê Rodrigues, Larissa Pereira, Anderson Netto, Allan Barbosa, Felipe Costa
Intérprete

Senhor, eu sou a Ilha
E no meu ventre essa verdade que impera
Que é invisível entre becos e vielas
De quem desperta pra viver a mesma ilusão
E vai trabalhar
Antes do sol levantar de novo
A voz do rancor não cala meu povo não
Sou mãe dignidade é meu destino
Rogo em prece meus meninos
Ao longe alguém ouviu
Meus filhos são filhos dessa mãe gentil

Inocentes, culpados, são todos irmãos
Esse nó na garganta vou desabafar
O chumbo trocado, o lenço na mão
Nessa terra de Deus dará

Eu sei o seu discurso oportunista
É a ganância, hipocrisia
O seu abraço é minha dor (seu doutor)
Eu sei que todo mal que vem do homem
Traz a miséria e causa fome
Será justiça de quem esperou
O morro desce o asfalto e dessa vez
Esquece a tristeza agora
É hoje, o dia da comunidade
Um novo amanhã, num canto de liberdade

A nossa riqueza e ser feliz
Por todos os cantos do país
Na paz da criança, o amor da mulher
De gente humilde que pede com fé

Diário do Transporte

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