Natal: Secretária da STTU é convocada por vereadores

Por UNIBUS RN
Foto: Andreivny Ferreira (UNIBUS RN)
Com informações: Câmara Municipal de Natal

Ainda em meio ao polêmico pedido de reajuste da tarifa do transporte público, a secretária de mobilidade urbana de Natal, Elequicina dos Santos, terá de se explicar aos vereadores. Em sessão ordinária, foi aprovado pelo Plenário requerimento onde a secretária é convocada a comparecer no próximo dia 10 à Câmara Municipal para falar sobre o aumento aprovado recentemente e que, por decisão do prefeito Álvaro Dias (MDB), teve sua vigência suspensa.

No requerimento aprovado, a secretária responsável pela STTU teria de comparecer no último dia 04 de março. Porém, em nova sessão, os vereadores aprovaram mudança na data da convocação, devendo a secretária estar presente no Plenário no dia 10 de março.

De acordo com o vereador Maurício Gurgel (PSOL), autor do requerimento, a votação do reajuste entre os membros do colegiado não estava prevista para ocorrer na polêmica reunião. “É papel do gestor público dar explicações à população e aos seus representantes. Trata-se de um reajuste acima da inflação, no dia seguinte ao carnaval e sem debate com a Câmara Municipal e a sociedade civil. Sequer completamos 12 meses do último aumento. Então, a secretária terá que explicar os motivos dessa medida aos natalenses que estão indignados”, disse o vereador, em entrevista ao site da Câmara Municipal de Natal.

Elequicina, por ser titular da STTU, também preside o Conselho Municipal de Transportes, órgão colegiado da prefeitura que conta com participação de gestores públicos, representantes das empresas e da sociedade. O conselho é responsável por promover a modificação tarifária a ser enviada para sanção do prefeito.

Na reunião citada na convocação, foi aprovado aumento na tarifa do transporte público natalense: R$ 4,35 para pagamento em espécie e R$ 4,15 para pagamento via bilhetagem eletrônica. O prefeito Álvaro Dias chegou a assinar decreto sobre o reajuste – com modificação do valor em espécie para R$ 4,25, mantendo os R$ 4,15 para pagamento eletrônico –, mas anulou o decreto no último dia 28 de fevereiro.

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