Presidente da ANTP fala ao Bom Dia Brasil sobre as perspectivas do transporte público após a pandemia

Presidente da ANTP fala ao Bom Dia Brasil sobre as perspectivas do transporte público após a pandemia

Da ANTP
Foto: Júnior Mendes/Ilustração

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a edição do Bom Dia Brasil, da TV Globo, aproveitou para mostrar “com a pandemia deixou claro que os modelos econômicos de vários países não são sustentáveis”.

A apresentadora constatou que, com a diminuição da atividade econômica nos últimos meses, “o planeta ficou mais limpo”, com o recuo da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

O jornal entrevistou vários especialistas, de diferentes áreas, e no caso do transporte ouviu o presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (NTP), Ailton Brasiliense Pires.

Os especialistas advertiram: se nada for feito para aproveitar essa mudança para corrigir os erros cometidos, tudo voltará a ser como era antes, nada favorável à sustentabilidade da vida no planeta.

Somente no mês de abril, 17 milhões de toneladas de gases que provocam o efeito estufa deixaram de ser emitidos (redução de 17% quando comparado ao mesmo mês em 2019). Segundo o Bom Dia Brasil, os cientistas estimam que em todo este ano a redução na emissão pode chegar a 7%. Para se ter uma ideia da importância desse dado, o Acordo de Paris estimava que o planeta deveria reduzir 5% ao ano.

Será possível manter essa redução?

Esta foi a questão apresentada aos especialistas.

Para Ailton Brasiliense, presidente da ANTP, a pandemia criou uma oportunidade para que as cidades repensem o modelo de desenvolvimento.

“Nós temos que qualificar o transporte público… qualificar devidamente: tempo de espera, tempo de viagem, número de pessoas em pé por metro quadrado, confiabilidade no tempo…”. Ailton lembrou que se trata de qualificar a vida urbana, e não o transporte individual.

Paulo Artaxo, pesquisador do Instituto de Física da USP, em São Paulo, lembrou das vantagens estratégicas enormes do Brasil, como o fato de o país ter 24% de nosso combustível de origem biocombustível, reciclável, e ainda nossa matriz de geração de energia elétrica baseada em hidroeletricidade.

Nosso calcanhar de Aquiles, apontou Artaxo, é o desmatamento da Amazônia, responsável por 60% a 70% de nossas emissões. Ele lembrou que nosso compromisso assinado no Acordo de Paris foi de reduzir o desmatamento a zero até 2025.

Clique aqui para assistir à edição do Bom Dia Brasil:

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Redação UNIBUS RN

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