RJ: Prefeitura cobra ‘barreira’ de proteção entre motoristas e passageiros

RJ: Prefeitura cobra ‘barreira’ de proteção entre motoristas e passageiros

Do Jornal O Dia (RJ)
Foto: Luciano Belford (Agência O Dia / Jornal O Dia)

Após determinar medidas de distanciamento entre passageiros que viajam em pé nos ônibus municipais e no BRT, a Secretaria de Municipal de Transporte (SMTR) informou que vai cobrar das empresas que adaptem barreiras acrílicas de segurança entre passageiros e motoristas. O dia 09 foi o primeiro dia útil com a regra que exige marcações nos pisos dos coletivos. Apesar disso, a rotina não foi diferente das últimas semanas: ônibus lotados e usuários reclamando da qualidade do serviço.

O subsecretário municipal de transporte, Allan Borges Nogueira, disse que vai se reunir na próxima semana com representantes dos consócios que respondem pelas empresas de ônibus da capital. Ele deve estabelecer uma data mínima para que a nova regra possa entrar em vigor.

“Se algumas empresas já conseguiram se adaptar, acreditamos que todas conseguem. Novos hábitos precisam ser adquiridos. É preciso mudar para continuar. Como estamos no meio de uma pandemia, precisamos pensar nos usuários e também proteger os motoristas”, explica Borges.

O número de contágios de covid-19 no transporte público do município é alarmante. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio), são 143 infectados entre motoristas e cobradores. A categoria registrou 41 óbitos na capital, desde o início da pandemia.

Além do transporte lotado, o sindicato recebeu reclamações pela falta de consciência por parte de alguns passageiros. Com o afrouxamento nas medidas de isolamento social, muitos deixaram de usar máscara de proteção dentro do transporte público.

“Isso, sem falar nas denúncias dos profissionais, que afirmam que a desinfecção dos ônibus não está sendo feita de acordo com a lei que obriga a higienização dos coletivos antes de saírem das garagens e nos pontos finais, ao fim de cada viagem, o que aumenta o risco de contaminação”, afirma José Carlos Sacramento, vice-presidente do Sintraturb.

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Redação UNIBUS RN

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