Quer evitar contágios? Fique em silêncio no transporte público

Quer evitar contágios? Fique em silêncio no transporte público

Do Agora Europa
Foto: TMB

Em Barcelona, especialista em aerossóis atmosféricos afirma que ficar calado e com a máscara bem ajustada “reduz muitíssimo o risco de transmissão do novo coronavírus”

Um novo e incomum hábito foi sugerido por uma especialista para tentar diminuir a velocidade de avanço da segunda onda da pandemia de covid-19 na Europa: fazer silêncio no transporte público.

Em recente entrevista à rádio RAC1, de Barcelona, María Cruz Minguillón, especialista em aerossóis atmosféricos do Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água, defendeu que as pessoas fiquem sem falar enquanto estiverem em deslocamento, especialmente no metrô da capital catalã, onde a circulação de ar é deficiente, segundo ela.

Segunda a especialista, “ao falar ao celular, em tom de voz alto, se emite 50 vezes mais aerossóis do que de boca fechada”. Para Cruz, “ficar em silêncio e com a máscara bem ajustada reduz muitíssimo o risco de contágio”.

Em Barcelona já é proibido permanecer em estações ou vagões sem máscara, assim como está vedado o consumo de alimentos e bebidas no transporte público.

Desde o início da pandemia, o volume de passageiros no transporte público reduziu cerca de 70%, segundo a autoridade de transportes regionais (TMB).

Máscara “fora da validade”

Uma pesquisa sobre o correto uso da máscara feita pelo laboratório Cofares revelou que a maioria dos espanhóis (82,5%) afirma ter clareza sobre isso e saber dos horários de reposição. Entretanto, praticamente o mesmo percentual (79,8%) admite que já se esqueceu de trocá-la ou fazer a higienização correta, no caso de reutilizáveis.

Em termos gerais, o Ministério do Consumidor determina que, para garantir eficácia contra a covid-19, as máscaras descartáveis devem ser substituídas a cada quatro horas.

A Espanha é um dos países europeus mais afetados pela covid-19 e na semana passada impôs estado de emergência para tentar conter o aumento das infecções, com medidas como o lockdowns e toques de recolher.

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Redação UNIBUS RN

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