Nível de emprego cai, mas fábricas fazem contratações temporárias

Nível de emprego cai, mas fábricas fazem contratações temporárias

Do Portal Automotive Business
Foto: Divulgação/Portal Automotive Business

Em um ano fabricantes de veículos fecharam 6,3 mil vagas, 4,6 mil desde fevereiro

Apesar de algumas contratações em outubro para atender ao aumento da demando pouco acima do que era esperado, o nível de emprego nas fábricas de veículos segue se deteriorando. Segundo balanço divulgado na sexta-feira, 6, pela Anfavea, associação dos fabricantes, nos últimos 12 meses o número de pessoas contratadas no setor caiu de 127,7 mil para 121,4 mil em outubro passado, com a redução de 6,3 mil vagas no período, e 4,6 mil delas foram fechadas em oito meses, desde fevereiro passado.

Entre setembro e outubro, houve redução líquida no quadro de 730 funcionários. O número é resultado da contabilização de cerca de 1,5 mil demissões, boa parte dentro dos programas de demissão voluntária (PDV) que vêm sendo abertos pelas montadoras nos últimos três meses; ao mesmo tempo em que foram feitas 592 contratações no mês (170 delas nas fábricas de máquinas agrícolas e de construção), a maioria por meio de contratos temporários, para atender o crescimento da demanda por alguns produtos. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, pondera que o movimento não representa nenhuma reversão de cenário e que os cortes deverão continuar.

“As demissões estão diretamente ligadas à queda expressiva do volume de produção. Antes da pandemia estávamos preparados para produzir 3,2 milhões de veículos este ano e agora, mesmo com a melhoria do cenário, vamos fazer menos de 2 milhões, 1,26 milhão a menos do que foi planejado. O terceiro turno foi fechado e muitas empresas estão trabalhando em um turno só. Nessas condições não há como manter o mesmo quadro de funcionários”, aponta Luiz Carlos Moraes.

O dirigente afirma que enquanto não houve certeza de crescimento sustentável à frente, nenhuma das montadoras associadas deverá reabrir turnos de produção ou abandonar programas de demissões. “Não sabemos se o aumento da demanda que vemos agora vai continuar, pode ser só o represamento de vendas que não foram feitas no segundo e terceiro trimestres. Enquanto isso, vamos usar instrumentos de contratações temporárias, horas extras e jornadas ao sábados para aumentar a produção na medida certa, sem exageros, porque as empresas tiveram muitos problemas de liquidez no pico da pandemia e agora precisam proteger seu caixa”, explica Moraes.

Redação UNIBUS RN

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