Fabricantes de ônibus ligam alerta, mas creem em crescimento

Da AutoData Editora
Foto: Ilustração

Após o tombo de 2020 a indústria de ônibus acredita em retorno ao crescimento em 2021. Participaram do primeiro dia do Fórum AutoData Veículos Comerciais, realizado em ambiente virtual na terça-feira, 1º, Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing da Mercedes-Benz do Brasil, Jorge Carrer, gerente executivo de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, e Paulo Arabian, diretor comercial da Volvo Buses no Brasil, e indicaram alta moderada – algo em torno de 10% a 15%.

Barbosa, da Mercedes-Benz, explicou suas razões: “É muito simples de entender: acreditamos que o primeiro semestre ainda será de muitos desafios relacionados à pandemia, mas uma provável recuperação mais forte acontecerá no segundo semestre de 2021”.

Carrer, da VWCO, também acredita que o mercado tem boas perspectivas para crescer no ano que vem e revelou alguns pontos em que a montadora aposta suas fichas: “Crescimento do fretamento rural e de outros setores, recuperação de vendas reprimidas desde 2014, R$ 4 bilhões que serão liberados pelo governo federal para o transporte urbano e a retomada da economia após a pandemia são alguns fatores positivos”.

Para Arabian, da Volvo Buses, os segmentos de fretamento, rodoviário e turismo terão demanda aquecida em 2021: “No urbano, o mais relevante para toda a indústria, temos a expectativa de uma continuidade da renovação de frota das principais metrópoles, até porque na maioria houve uma reeleição dos prefeitos que devem dar sequência nos projetos de mobilidade urbana”.

Os executivos da VWCO e da Mercedes-Benz consideram o segmento de urbanos o maior desafio da indústria para 2021, uma vez que a população ainda não voltou a usar o transporte público como antes da pandemia, um cenário que deverá se manter no ano que vem. Segundo Barbosa em algumas cidades a demanda ainda está 50% abaixo do normal.

Outros pontos de atenção também foram citados, como a instabilidade cambial que traz problemas para toda a cadeia produtiva e que acabará refletindo no preço final dos veículos. Uma possível segunda onda da covid-19, assim como as taxas de juros a longo prazo que são oferecidas aos operadores de transporte na hora da tomada de crédito, também estão no radar.

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