“Quem vai pagar essa conta?”: Prefeito de Salvador (BA), ACM Neto critica Governo Federal ao falar sobre crise no transporte público

Do Varela Notícias
Foto: Wesley Queiroz/Ônibus Brasil – Ilustração

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), fez duras críticas ao Governo Federal durante coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (30). Na ocasião, ele comentou sobre a grave crise que o Brasil enfrenta em relação aos transportes públicos.

Ao ser questionado sobre BRT e ônibus elétricos, o prefeito declarou que precisava “ser realista”, revelando o descaso dos políticos de Brasília e a “luta” da prefeitura para pagar a conta que mantém os transportes públicos em Salvador, diante de uma crise de falta de coletivos que chegou em Goiânia, Rio de Janeiro e Recife.

“Nós temos problemas muito graves quanto ao transporte público, que vai exigir investimentos muito grandes por parte dos governos em geral, então, a menos que haja um choque de realidade em Brasília, isso vale para deputados, senadores do Governo Federal, pra todo mundo que está em Brasília, de que é preciso olhar o transporte público urgentemente no Brasil”, afirmou o prefeito.

“A menos que haja um choque de realidade nessa galera, a gente não vai estar falando em ônibus elétrico, não, a gente vai estar falando em falta de ônibus no país”, completou.

O democrata ainda chegou a comparar a crise do transporte público com a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, que gerou dificuldade em todo país.

“Esse assunto é tão grave quanto foi a greve dos caminhoneiros há dois ou três anos atrás. Então, pé no chão. Hoje, do jeito que a coisa está, é lutar muito para não faltar ônibus, para o sistema não parar, para as pessoas não ficarem a pé, a verdade é essa. A prefeitura aqui está fazendo tudo o que pode, mas está fazendo sozinha”, disse, e continuou: “Quem vai pagar essa conta? Os prefeitos sozinhos? Não conseguem. As prefeituras vão quebrar. Então, vamos ser claros, sinceros, honestos, o país vive uma crise seríssima no transporte público e as pessoas em Brasília não estão querendo se dar conta disso”.

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