O fim da era da gasolina, no Brasil, ainda está longe de chegar

O fim da era da gasolina, no Brasil, ainda está longe de chegar

Do Valor Econômico
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração/Fotos Públicas

Enquanto países como o Japão e a Inglaterra iniciam um programa para substituir os carros a combustão por veículos eletrificados nos próximos anos, o Brasil ainda deverá conviver pelas próximas décadas com a gasolina como protagonista.

É isso o que indica uma projeção de tendências para a indústria produzida pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), que também pesquisou como as diferentes fontes de energia para os veículos deverão se desenvolver nos próximos anos.

De acordo com o estudo dos especialistas da AEA, a gasolina é um “combustível de transição”, que ainda não chegou ao seu pico de consumo no país, o que só deverá acontecer daquia a 20 anos, em 2040. “A gasolina ainda terá um papel importante, mas com a melhor condição possível em termos de emissões e eficiência energética”, afirmou Everton Lopes da Silva, coordenador da comissão de tendências tecnológicas da AEA.

Tendência global, a eletrificação também terá participação importante nos veículos em circulação no Brasil, mas sua difusão ainda depende de investimentos na infraestrutura e incentivos para a produção e comercialização. Conforme a pesquisa da AEA, os veículos elétricos ou híbridos estarão mais presentes nos grandes centros urbanos, onde há maior demanda por esse tipo de tecnologia e condições técnicas mais fáceis para a instalação de uma rede de carregadores.

Aliás, a regionalização das soluções energéticas é a principal aposta dos especialistas da entidade, que acreditam que cada país ou região do planeta adotará a alternativa mais eficaz para a redução das emissões de poluentes e aumento da eficiência, de acordo com suas particularidades geográficas e econômicas. É o caso da Europa, por exemplo, que aposta na produção de combustíveis sintéticos capazes de substituir a gasolina.

Para o mercado brasileiro, o etanol ainda é entendido como a solução mais viável como combustível de baixa emissão de gás carbônico. A sua segunda geração do biocombustível, produzida a partir dos resíduos da cana-de-açúcar e do milho, é uma aposta para que a produção seja mais sustentável do ponto de vista ecológico (conseguindo aproveitar o que é descartado nas áreas agricultáveis).

Nos próximos anos, acreditam os técnicos da AEA, o grande desafio será introduzir um conceito de “bioeletrificação”, em que o etanol será capaz de alimentar os veículos híbridos, além de melhorar sua eficiência e participação como matriz energética viável em todo o território nacional.

Redação UNIBUS RN

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