Itapemirim investe R$ 29 milhões, da venda de ativos do Grupo, na empresa aérea

Por Aeroin
Foto: Divulgação (Aeroin)

A empresa aérea iniciante Itapemirim Transportes Aéreos, recém-certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), recebeu um aporte de R$ 29 milhões oriundos do Grupo Itapemirim, provenientes de leilões de ativos realizados no âmbito de sua recuperação judicial.

Um documento integrante do processo de recuperação da empresa, datado de 3 de maio pela EXM Partners, assessoria contratada para a gestão da recuperação judicial do grupo, e destinado ao Juiz de Direito da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, ao qual o AEROIN teve acesso, mostra detalhes da transação.

Segundo as informações do documento, entre junho de 2020 e março de 2021, um total de R$ 97,5 milhões foram levantados pelo grupo, sendo R$ 1,2 milhão da venda de veículos e outros R$ 96,3 da venda de UPI Imóveis. Do total, cerca de R$ 29,6 milhões foram para a companhia aérea (30,4% do total) e R$ 26 milhões (27,2%) para credores da RJ.

Tais dados reforçam a fala do então CEO da Viação Itapemirim, Rodrigo Vilaça, em entrevista ao Estadão, quando disse que o dinheiro que capitalizou a empresa aérea não viera de investidores árabes, mas sim de fundos do próprio grupo.

Segundo a Itapemirim, o “plano de recuperação judicial prevê a possibilidade de uso dos recursos para diversas finalidades, como fomentar a operação, seja em relação a novos investimentos e projetos ou substituição da frota de veículos. Além disso, os investimentos no setor aéreo foram autorizados pelo juiz responsável pela recuperação Judicial”.

A empresa salienta que o pagamento de credores está rigorosamente em dia e que, de um universo de mais de 3.000 credores, não existe nenhum credor habilitado questionando ou informando descumprimento do plano de recuperação judicial.

“O Grupo Itapemirim reafirma que pretende quitar antecipadamente o plano de recuperação judicial, aguardando apenas decisão judicial. O Grupo Itapemirim ainda detém cerca de R$ 300 milhões de ativos/imóveis, valor suficiente para quitar e garantir o plano de recuperação judicial”, diz a nota ao AEROIN.

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