Operadora de transportes públicos de Paris assina contratos para aquisição de 451 ônibus elétricos

Do Diário do Transporte
Fotos: Divulgação

Desde 2014 um ambicioso plano foi posto em marcha pela RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), empresa responsável pelos transportes públicos em Paris e arredores.

Trata-se do Bus2025, cujo objetivo é garantir uma frota 100% verde até 2025 na região de Paris, com ônibus totalmente elétricos ou movidos a gás renovável e fontes de energia híbridas. Serão 4.700 ônibus limpos até lá.

A RATP opera cerca de 350 linhas de ônibus na região de Ile-de-France (Paris e arredores) e o objetivo de seu plano Bus2025 é eliminar os ônibus movidos a diesel de toda a rede. A meta é chegar em 2025 com uma frota composta por aproximadamente 80% de ônibus elétricos e 20% de veículos a gás renovável e combustíveis não fósseis.

O plano da RATP prevê também uma transformação radical de suas instalações, convertendo dois terços de suas garagens para ônibus elétricos e um terço para biogás (GNV), em consonância com a renovação de sua frota.

O plano segue três fases:

2014: consolidação da participação dos ônibus híbridos na frota de ônibus da RATP; a partir daí, todas as novas licitações se aplicam a ônibus híbridos, elétricos e a GNV

2015–2017: teste de todas as tecnologias de ônibus elétricos existentes e sistemas de recarga; configuração do programa para adaptar as garagens

2017–2025: lançamento de concorrências para a implantação em massa de ônibus elétricos e biogás

MAIS 451 ÔNIBUS ELÉTRICOS

Já na terceira fase do plano Bus2025, há poucos dias a operadora parisiense assinou uma segunda leva de contratos com fabricantes de ônibus elétricos. Bluebus (francesa), Irizar (espanhola) e Iveco (italiana) venceram a concorrência para fornecimento de até 451 ônibus elétricos a bateria.

A primeira licitação, realizada em 2019, envolveu um total de 400 milhões de euros (R$ 2,47 bilhões) e um potencial de 800 ônibus elétricos.

Em comunicado, a RATP informou que esta licitação para a compra de ônibus elétricos padrão, no valor máximo de 825 milhões de euros (cerca de R$ 5 bilhões) ao longo de 4 anos, resultou “na assinatura de cinco acordos-quadro com Bluebus / Bolloré, Irizar, Iveco, MAN e Solaris”.

As primeiras encomendas, por um período de 2 anos, serão voltadas para as entregas de ônibus elétricos em 2022 e 2023. Elas representam um potencial máximo de 451 ônibus divididos entre a francesa Bluebus / Bolloré (158 veículos), a espanhola Irizar (113 veículos) e a italiana Iveco (180 veículos).

Os outros acordos, referentes aos ônibus movidos a biogás, referem-se a uma concorrência lançada em março deste ano, no valor máximo de 575 milhões de euros (R$ 3,5 bilhões aproximadamente) por quatro anos, e que resultou na assinatura de três contratos: dois deles com a MAN, do grupo Volkswagen (um de 255 milhões de euros – R$ 6 bilhões, e outro de 91 milhões de euros – R$ 563 milhões), e um terceiro com a Iveco, em um valor máximo de 229 milhões de euros (R$ 1,41 bilhão).

ELIMINAR O DIESEL DA REDE DE TRANSPORTE POR ÔNIBUS

O objetivo da Île-de-France Mobilités (IFM), com a eliminação dos ônibus a diesel de sua rede, é fazer da região da Grande Paris uma referência mundial no transporte público urbano de baixíssimo carbono. Os dados apontam que 3,9 milhões de viagens diárias são feitas total ou parcialmente de ônibus em toda a região.

A Île-de-France Mobilités (hoje IFM, e STIF até junho de 2017) é a autoridade da região da Grande Paris, que controla a rede de transportes públicos na capital francesa e arredores.

A IFM coordena as diferentes empresas que operam na região, principalmente a RATP, a SNCF e a OPTILE (Organização profissional dos Transportes de Île-de-France).

COMISSÃO DA UNIÃO EUROPEIA APOIA PROJETO

Esta etapa do programa Bus2025 recebeu apoio da Comissão Europeia, que recentemente concedeu uma nova subvenção para a conversão de garagens de ônibus em eletricidade e biogás operados pela RATP na Grande Paris.

Um total de 50,7 milhões de euros em subsídios foi atribuído ao Bus2025 em 2020 e 2021 pela Comissão Europeia.

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