Comissão da Câmara aprova regras de trânsito excepcionais para calamidade pública e estados de defesa e sítio

Da Agência Câmara de Notícias
Foto: Acácio Pinheiro (Agência Brasília / Flickr)

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Código de Trânsito Brasileiro e define medidas de caráter temporário para vigorarem durante estado calamidade pública de âmbito nacional, estado de defesa e estado de sítio.

Segundo o texto, na vigência dessas circunstâncias, ficam automaticamente prorrogadas as validades dos documentos de habilitação, de cursos especializados e de exames médicos, incluindo o toxicológico.

Fica também suspenso o prazo para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo (CRV), exigido em casos de transferência ou mudança de domicílio, e deixa de ser obrigatória a quitação de tributos, encargos e multas para fins de licenciamento do veículo.

Foi aprovado o substitutivo do relator, Delegado Pablo (PSL-AM), ao Projeto de Lei 947/20, do ex-deputado JHC (AL), e a outros nove apensados.

“Nossa intenção é, a partir da experiência da pandemia de Covid-19, agrupar as propostas e estabelecer regras gerais a serem aplicadas durante períodos críticos (calamidade pública, estado de defesa e estado de sítio)”, disse. “Incluímos prorrogações de validades e suspensões de prazos, além de suspender a exigência de quitação de débitos para o licenciamento anual do veículo.”

Segundo o relator, o substitutivo aproveita sugestões de regras de trânsito excepcionais pensadas para o período da pandemia de Covid-19. “Os dois motivos principais são a dificuldade econômica da população para arcar com taxas, tributos e multas e o isolamento social, que pode comprometer o funcionamento dos órgãos de trânsito”, explica.

Segundo o texto, cabe ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definir em regulamento a duração dos prazos de prorrogação e suspensão.

Atualmente, segundo o CTB, dirigir com a carteira nacional de habilitação (CNH) vencida ou com veículo sem licença são infrações gravíssimas, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira de habilitação.

Tramitação: O projeto será ainda analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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