Cidades brasileiras começam o ano com aumento nas tarifas de ônibus; capitais resistem

Por Automotive Business
Foto: Andreivny Ferreira (UNIBUS RN)

O ano começou com mais um desafio para o bolso dos trabalhadores. Levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) mostra que 35 cidades brasileiras aumentaram os valores da tarifa de ônibus desde dezembro. Isso inclui 11 cidades de médio porte e 4 de grande porte.

As capitais, por enquanto, não se incluem nessa conta, com uma exceção: Fortaleza (CE), que anunciou que a tarifa sobe de R$ 3,60 para R$ 3,90 a partir do dia 15 de janeiro. Já Boa Vista (RR) efetuou um aumento em novembro do ano passado de R$ 3,75 para R$ 4,50.

Na Grande São Paulo, sete cidades já efetuaram aumentos. Em Diadema, passou de R$ 4,65 para R$ 5,10, e, em Guarulhos, de R$ 4,70 para R$ 5,00. Na capital, por enquanto, a tarifa permanece sem anúncio de aumento, embora a Secretaria de Transportes e a SPTrans tenham proposto em dezembro ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) uma elevação para R$ 5,10. Segundo os órgãos, esse seria o valor “mínimo” para cobrir a inflação dos últimos dois anos.

São dois os grandes vilões da crise no transporte público: a pandemia de covid-19, que diminuiu o número de passageiros e, dessa forma, cortou a receita das empresas, e o óleo diesel, cujo preço subiu 65,5% em 2021. Isso obrigou as Prefeituras a repassar valores maiores em subsídios para as empresas de ônibus. Atualmente, a capital paulista repassa R$ 3,3 bilhões por ano.

“Se não fosse o subsídio a tarifa seria de R$ 6,20”, declarou Nunes em dezembro. “É uma conta difícil de fechar, nós vamos jogar todas as nossas cartas, todo nosso empenho para que o governo federal nos ajude”, afirmou.

Ele estava se referindo ao lobby da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que tem pleiteado uma verba de R$ 5 bilhões do governo federal para custear a gratuidade de passagens oferecidas a idosos.

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