Greve dos rodoviários: Paralisação chega ao terceiro dia em Natal

Por UNIBUS RN
Foto: Lucas Ewerton (Ilustração / Via Por Dentro do RN)

A paralisação dos trabalhadores das empresas de ônibus chega ao terceiro dia. Nesta quinta-feira, 20, cerca de 200 mil natalenses enfrentam novamente dificuldades para utilizar o transporte por ônibus na capital potiguar, uma vez que a paralisação afeta todas as seis empresas que operam linhas do transporte público na cidade.

O movimento, organizado pelo SINTRO RN (sindicato que representa os trabalhadores rodoviários), tem como pauta de reivindicações o cumprimento da data-base da categoria (previsto para o dia 1º de maio), o que não ocorreu nos últimos dois anos – consequentemente, não houve reajuste salarial neste período –, além da volta do valor do ticket alimentação para o que era pago antes da pandemia da COVID-19 (O valor foi reduzido de R$ 315 para R$ 180).

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Movimentação judicial: Neste terceiro dia de paralisação, começam a valer duas liminares, concedidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, que preveem o aumento da frota de emergência a ser disponibilizada pelos grevistas. Em vez de 30%, como determina a legislação, devem circular 50% da frota prevista para esta quinta-feira – em números absolutos, de acordo com as decisões judiciais, no mínimo 198 ônibus devem estar nas ruas.

A decisão passou a valer às 4:30 da manhã, horário previsto para o início das operações nas garagens, e prevê, ainda, que os grevistas não podem impedir a circulação dos ônibus nas ruas e a retenção dos veículos nas garagens. Os rodoviários também devem garantir a livre circulação daqueles que não desejassem aderir à greve. As decisões foram assinadas pelo desembargador federal do trabalho Eridson João Fernandes Medeiros e preveem, em caso de descumprimento das liminares, multa diária de R$ 10 mil além da decretação de “abusividade” do movimento paredista.

O UNIBUS RN procurou o SINTRO e o SETURN, entidade que representa as empresas de ônibus, e ambas indicaram que cumprirão as decisões judiciais. Procuramos também a STTU para que se posicionasse sobre a movimentação judicial, mas não recebemos retorno da assessoria de imprensa da pasta até o fechamento da matéria.

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