Brasileiro defende maior concorrência para baixar preço das viagens de ônibus, diz pesquisa

Por Buser
Foto: Matheus Felipe

Uma pesquisa da Quaest aponta que a imensa maioria da população apoia mudanças na legislação para promover a inovação e ampliar a concorrência no setor de transporte de passageiros. Segundo o instituto, 88% dos brasileiros querem que as leis sejam alteradas para que mais empresas de ônibus disputem a preferência dos viajantes.

Com o preço recorde da gasolina, que ficou ainda mais caro depois do novo aumento de 5,2% anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira (17/6), a pesquisa revelou ainda que 59% dos brasileiros que viajam de carro ou moto escolheriam o ônibus na hora de viajar se o serviço fosse mais barato e com melhor qualidade.

Para medir a percepção da população sobre o setor de transporte rodoviário, a Quaest ouviu 2.060 pessoas em todo o País. A pesquisa foi contratada pela Buser, maior plataforma de intermediação de viagens rodoviárias do Brasil.

Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados afirmaram que são favoráveis à revisão do “circuito fechado”, norma que restringe a atuação de empresas de fretamento, obrigando o transporte do mesmo grupo de passageiros tanto na ida quanto na volta de uma viagem.

O surgimento de novas empresas de ônibus no mercado para diminuir os preços das passagens é considerado muito importante por 82% dos brasileiros. Mais da metade da população (53%) acredita que o valor do bilhete será mais barato se novas empresas passarem a competir no mercado. O levantamento mostrou ainda que a redução no valor da passagem e a oferta de ônibus com mais conforto são fatores capazes de gerar um aumento na demanda no transporte rodoviário.

Em relação aos aplicativos de viagens, 73% das pessoas que utilizam apps para viajar fizeram essa opção por causa do preço mais baixo do que o valor cobrado pelas empresas tradicionais do setor. Entre as pessoas que viajam de ônibus, 86% disseram que comprar a passagem por aplicativo facilitaria a rotina.

Quanto à Buser, a pesquisa destaca que 96% dos entrevistados consideram o serviço oferecido pela startup como importante para o transporte de passageiros. Entre os que já conhecem a plataforma de viagens, 82% avaliam os serviços como positivos. Já o fretamento foi avaliado como positivo por 83% dos entrevistados que utilizam o serviço.

Projetos sobre o tema tramitam no Congresso: Instituída por decreto presidencial em 1998 e replicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por meio de resolução em 2015, a norma do circuito fechado foi sinalizada como anticoncorrencial por órgão do Ministério da Economia, em parecer de 31 de janeiro deste ano. O documento recomenda a revogação de ambas as normativas.

Mas também existem Projetos de Lei tramitando no Congresso para extinguir essa regra, que entrou em vigor antes da popularização da internet e da chegada dos aplicativos, que revolucionaram a forma de viajar de ônibus no mundo todo.

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