Campanha cobra candidatos às eleições 2022 por compromisso com mobilidade sustentável

Por Automotive Business
Foto: Andreivny Ferreira (UNIBUS RN)

A União de Ciclistas do Brasil (UCB), representante de organizações não governamentais, ciclistas e empresas, e outras quatro parceiras lançam a Campanha Mobilidade Sustentável nas Eleições 2022 para cobrar compromisso dos candidatos com temas de mobilidade inclusiva e sustentável, desde a micro mobilidade até a eletrificação do transporte.

Além da UCB, fazem parte o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a associação Cidadeapé, Rede Vidas Ativas e Associação G-14 e Síndrome Pós-pólio. O principal objetivo da campanha é incluir temas da mobilidade sustentável (a pé, de bicicleta, transporte público coletivo e acessibilidade universal) nos programas de governo e de mandato dos poderes executivo e legislativo.

As eleições 2022 vão eleger representantes políticos para 5 cargos: presidente, senador, governador, deputado estadual e deputado federal. O 1º turno das eleições é no dia 2 de outubro. Os locais que tiverem 2º turno vão às urnas no dia 30 do mesmo mês.

Mobilidade na pauta eleitoral: Para incluir a pauta no debate eleitoral, a campanha vai entregar uma carta compromisso com propostas para que os candidatos assinem e se comprometam formalmente com o tema. As organizações vão ajudar na campanha para eleger representantes que possam aplicar as propostas de políticas públicas e legislação em prol da mobilidade sustentável.

Segundo o site da campanha, a carta será “encaminhada à todas as candidaturas à Presidência da República com pontos que consideramos fundamentais para uma boa política de mobilidade sustentável pelo executivo federal”.

O texto base da carta, feito com consulta pública, pede ao novo presidente que se compromete a destinar recursos do Orçamento Geral da União para mobilidade urbana sustentável; criar uma secretaria para desenvolver e implementar programas de mobilidade nos estados e municípios; alimentar com dados anuais o Sistema Nacional de Informações em Mobilidade Urbana (SIMU) e criar indicadores.

O texto sugere ainda a criação de um programa de aluguel de frota elétrica, para acelerar a transição energética de ônibus nas cidades; criação de vale-transporte social para pessoas desempregadas e em situação de vulnerabilidade social; e garantir calçadas com acessibilidade plena.

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